Nos limites da Cidade

2010 Janeiro 24
por dashm2

A cidade é um caos. Trânsito a qualquer hora do dia, poluição, violência. Qualquer incidente pára a cidade, ainda mais quando naturais e inevitáveis como a chuva. As pessoas são mal-educadas, não respeitam os lugares públicos e nem mesmo seus próprios lares. Consomem sem parâmetros, sujam, agem inconscientes e depois param em frente a tevê perguntando porque tanta coisa ruim acontece. A sociedade saturada uns com outros, desacreditas em mudanças, a mercê de qualquer governo. Pessoas que tentam ignorar os fatos para conseguir sair de suas camas e casas pela manhã, a ilusão de se preocupar apenas com si e esquecer o seu redor, a falsa mente limpa, de mãos lavadas, fazendo seu trabalho e mais nada. A vida se limita a suas preocupações, seus amigos, sua rotina e nada mais. O mundo é supérfluo e se viver o bastante já é o suficiente, que se importa com os anos além daqui? Mesmo com todos os sinais, os encontros casuais, as verdades nas esquinas, vamos apenas fechar a janela, trancar as portas e esperar a tempestade passar. Quando sairmos tudo vai estar bem.

Quem já tentou conviver em um apartamento pequeno, dividir uma cama, ou seja lá o que for vai entender o meu ponto de vista. Estamos em cubículo ou pelo menos transformamos a cidade nisso. Existem pelo menos cerca de 17 milhões de pessoas no mesmo espaço. Um ovo, um átomo, enfim, o que você quiser. O fato é que a população está muito além do que qualquer estrutura que São Paulo pudesse atingir. Há muito que fazer para mudar isto, sem dúvida, mas tudo começa conosco. Se não conseguirmos conviver entre nós mesmos com um pouco de respeito e paz, nada mais vai dar certo. Quando você divide uma casa com outras pessoas se não há limites, se não se respeitam, a casa vem a abaixo. Isto é São Paulo, uma casa desmoronando, que precisa mais do que nunca que nós estejamos juntos lutando por tudo e por todos que dela fazem parte. E acredite estamos muito próximos do limite.

Alguém pode me chamar de utópico. Mas estive na avenida Paulista domingo passado, nove horas da noite, tempo agradável. Andando pelas calçadas, a luzes são lindas por lá, algumas famílias caminhando, outros passeando com seus cachorros, todos convivendo bem. Nada de correrias. Apenas cada um no seu caminho, mas na mesma cidade. E faz você pensar: “Nossa como seria bom, se fosse sempre assim.” E pode ser.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

2012, o apocalipse e as previsões para o futuro

2010 Janeiro 14
por mamdac

Nas últimas semanas inúmeras catástrofes e acontecimentos abalaram o planeta, causando muitas mortes e deixando conseqüências seriíssimas. Homens bomba tentando derrubar aviões, agressões a políticos, deslizamentos de terra, terremotos, o caos instaurado por todos os lados logo no começo de mais um ano. Nessas horas surgem os ditos especialistas, com suas teses e explicações para estes fatos. Mas vamos atentar para um detalhe esquecido: de onde está vindo tudo isto senão da própria mão do homem?

Há tempos a discussão ecológica vem sendo tratada como prioridade, mas factualmente nada de concreto aconteceu. Tivemos a Eco 92, Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que iniciou as discussões sobre a adoção de um desenvolvimento sócio economico mais racional, minizando as agressões ao meio ambiente. Pelos anos muitos tratados e compromissos foram firmados pelos países. Foi criado o protocolo de Kyoto, um documento no qual os países desenvolvidos (e os em desenvolvimento proporcionalmente) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Muitas discussões e discursos pomposos, mas na prática vemos a repetição dos mesmos erros. E cá entre nós, é dificil de acreditar que exista um horizonte real de mudança neste cenário.

O terrorismo e as ideologias políticas são outros exemplos do extremismo e da arrogância humanas. Durante toda sua história os homens brigaram (e continuam brigando) pelo poder. A necessidade de ser mais forte do que o outro é um fardo inerente ao ser, uma característica pessoal de todos. Líderes com relatos inflamados se aproveitam da condição social de pobres coitados para convocá-los a cometeram atos suicidas, condição que os torna heróis de seu povo. Ou então propagam discursos racistas, xenófobos, de agressão religiosa, palavras que são assimiladas por seus “seguidores” em sua maioria pessoas desprovidas de melhor sorte na vida, que dedicam-se a acompanhar e tomar como verdades aquilo que recebem com “carinho” e “atenção” de seus líderes.

Evidentemente que existem outras inúmeras discussões em torno destes temas. Mas o foco sempre será a causa. Buscar um mundo mais igualitário somente será possível quando o homem se livrar de seu egoísmo e orgulho. Pense bem e veja que na raiz das guerras, da pobreza, da destruição, da desigualdade, do horror, sempre tem alguém querendo derrotar alguém. É dificil afirmar, ou pelos menos especular o que será do amanhã. Mas certamente temos que aceitar que dificilmente teremos amanhã se não começarmos a mudar nossos “hojes”

Murillo Arneiro

NATAL

2009 Dezembro 13
por dashm2

O natal chegou e o governo generosamente já estava nos comprando Panetones, que maravilha não? O melhor é o que se ouve por aí: “Ta vendo mensalão não é só do PT”. Como é triste não perceber que, o que importa não é quem faz, mas o palhaço que é roubado é o mesmo, você!

Ficar contra um partido, desacreditar em um político, nada disto é realmente válido, todos estão rindo da nossa cara. Faces que inclusive se espantam a cada escândalo. Não sei como já não estamos acostumados e como não fizemos nada, absolutamente nada, para isto mudar. Não importa quem, importa que continuam nos roubando sem o mínimo pudor, sem o mínimo peso na consciência. Se alguém teve a oportunidade de ver as câmeras escondidas é impressionante a tranqüilidade com que se pega o dinheiro da mesa e se guarda nos bolsos. “medo que possam roubar” hora já que é para os Panetones porque não contratar uma transportadora de valores, porque não transferir para uma conta do governo destinada a estes fins, para que se arriscar tanto? Desculpem, mas está cada dia mais difícil de engolir tudo isso. Uma cidade em caos, violência a cada esquina, e tudo que se paga em impostos é meramente em vão. Não tem como não se sentir um idiota vendo tudo isso, você que sai todo dia às 4 da manhã para trabalhar pega o trem cada dia mais lotado, tem agüentar a falta de educação, uma exploração pelo seu trabalho, voltar pra casa e ver isto na tevê. Por que, por que ainda estamos sentados nos sofás? Sabemos onde eles estão, e temos direitos.

Sim, protestos têm sido feitos, mas agora é pouco, e isso devia ser constante, deveríamos estar fiscalizando que esses ditos nobres políticos estão fazendo por nós. É pouco, pois caso você não tenha notado, praticamente ninguém foi preso em nenhuma dessas ondas de escândalos, duvido você me citar 3, se achar um já é muito.

Ser brasileiro por muitas vezes é amargo, revoltante, pequeno. É desesperador olhar para essa massa de pessoas e enxerga-las todas apáticas diante de um país que grita por ajuda.

Feliz Natal

Ass:Danilo Mendonça Martinho

Educação

2009 Dezembro 2
por dashm2

Estamos em um mundo de mãos abaixadas. Não consigo me lembrar a última vez que alguém fez uma pergunta e houvesse quem levantasse a mão. Ninguém mais tem opinião, vontades, acredita em uma revolução. Todos permanentemente inertes. Explorados e atordoados de toda falta de estimulo. Pessoas que não sabem dizer o que querem, não aprenderam a questionar, e já se cansaram de pensar no tanto que tem que ser feito para mudar.

E já seria grave estar falando aqui de uma geração calejada pelos anos de vida e de experiência em um mundo sem escrúpulos. (Aliás não é o mundo que tem falta deles) Estamos falando da nossa juventude, adolescência, antes mesmo talvez. Todos saídos de instituições de ensino falidas em conhecimento, falidas de métodos. Limitadas aos conteúdos das provas de vestibular. E os cidadãos, os humanos, os seres humanos, se perdem em algum momento. Uma geração que desconhece a própria cultura. Um aprendizado pesado e de esforços para os quais ninguém quer voltar.

É impressionante que em um mundo com tanta tecnologia e avanços, a escola siga os mesmos modelos dos jesuítas quando chegaram aqui. Estudiosos no assunto não faltam, novas teorias e testes comprovados do que dá e não dá certo. Mas cruzamos os braços e deixamos nossos filhos a mesma mercê, do mesmo sistema do qual tivemos que sobreviver, na verdade nem tão a salvo assim.

Nós mesmos não repetiríamos hoje as provas que fizemos na oitava série. Pedagogia se resume a isso? Passar 11 anos em uma instituição dita de conhecimentos e novas idéias, se preparando para uma única prova…é pouco…é vão

“Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola Albert Einstein.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Números

2009 Novembro 2
por dashm2

Preparem-se os números estão chegando. Em breve seremos reduzidos a isso, estatísticas favoráveis, ou escândalos e absurdos. Sim será a campanha para presidência deste país, de tantos números. A começar pelo de extensão, de pessoas, de pobreza, de educação básica e títulos do futebol.

Como você se sente quando alguém diz que 95% das nossas crianças estão na escola? É isso que você enxerga pela janela? O que você pensa do maior crescimento econômico do país nas últimas décadas não ter siso capaz de aumentar o seu salário, de diminuir os seus impostos. E isto sou eu que estou dizendo, quais contas do governo você foi atrás. Quais números do IPEA do IBGE você está em contato?

Peço por favor, criem uma opinião antes que seja tarde, antes que números do passado façam lhe acreditar em algum futuro que ninguém planejou. Investiguem, questionem, ao menos uma vez. Não me importa qual seja, mas tenha uma posição. O voto é seu, você também é dono deste país, cuide dele.

Por fim, apenas lembrem que números não significam necessariamente qualidade, ninguém conhece melhor a realidade do país do que você que sente a flor da pele, que é a base do sistema. Você tem um dever: lutar para que tudo isso mude, para que não nos tornemos números em um gráfico qualquer.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Fazer a Diferença

2009 Outubro 28
por dashm2

Todas as sextas-feiras a rede CBN de rádio transmite o programa Fim de Expediente apresentado por Dan Stulbach. Em uma dessas sextas era véspera do aniversário do ator e lhe fizeram a surpresa de trazer aos estúdios Sócrates. Obviamente o jogador de futebol.

Dan Stulbach é corintiano fanático e resolveram fazer esta surpresa para ele. Durante o programa muitas coisas foram discutidas, muitos momentos engraçados, reflexões sérias. Até que houve a pergunta sobre a democracia corintiana, que se ligou ao governo do nosso país, e lógico as críticas inerentes a ele. Então Sócrates foi questionado por um dos apresentadores: “Mas o Lula Chegou lá”. Sócrates: “Sim chegou, mas não mudou esse país, e não é uma pessoa que vai mudar esse país. Precisa de educação para mudar alguma coisa….”

Logo quando terminava a primeira frase já começava a ser aplaudido. Provável que o público que acompanhava ao vivo o programa não era muito politizado, ou pelo menos se achava ser. Não que a frase não merecesse aplausos, mas duvido que tenham o feito pelo motivo certo. Aplaudiram, pois tinha ali uma crítica ao Lula. Mas a questão não é o presidente.

Aliás, abro aqui um parêntese para dizer que nunca se trata do governante, eles vão, o que fica é a cidade e a população, e é isso que deve ser avaliado, os projetos que ficaram para cidade e não para o currículo de algum político. O discurso não deveria ser sobre o que foi feito, pois isto é apenas a obrigação, e sim sobre tudo que pode ser feito e de que forma pretende realiza-lo. Mas está para nascer um político assim, ou uma sociedade que o cobre para ser assim.

Voltando a questão da frase. O importante é lembrar que não é uma pessoa que vai mudar o país e praticar cidadania sentado no sofá não vai adiantar muito. Olhar para televisão decepcionado, discutir na cozinha e sair para trabalhar no dia seguinte como se não fosse sua obrigação fazer a situação mudar, isto sim é decepcionante. Se submeter aos absurdos diários calado é uma atrocidade.

Cobre, diga, fala, reclame, se você cumpre seus deveres o mínimo é exigir pelos seus direitos. Política não é apenas papo de mesa de bar, é praticável por todos. Há alguém interessado em uma vida melhor? Então passou da hora de prestar atenção.

Ass:  Danilo Mendonça Martinho

Público e Privado

2009 Outubro 22
por dashm2


A distorção dessas palavras na mente do povo brasileiro está passando dos limites. Nem vou dizer que é culpa nossa, pois o exemplo vem de cima. Dos que tomam o público como se fosse deles, de quem embolsa e fatura em cima do que não lhe pertence. Mas não vamos entrar em políticas e manter-se ao social.

A questão da diferença entre o público e o privado me chegou a minha atenção por uma simples questão de educação. Levanta a mão quem em algum ônibus, metro, rua, teve que agüentar uma música que não gostava, pois a pessoa estava sem fones de ouvido. Já foram tantas que estou pensando em começar a vender, me irrita de uma forma que penso até em doar os fones.

E quem pensa assim em relação a música que coloca no celular, pensa da mesma forma em relação a sujar a praça, a rua, o transporte público, etc… A falta de consciência é exponencial. Queria apenas deixar aqui os conceitos bem claros.

O público é o espaço que não é só seu, é de todos. Logo é dever de todos cuidar para sua preservação e manutenção, e é pré-requisito mínimo respeitar os outros que venham a utilizar o mesmo espaço que você.

O privado é particular, é teu. Planta bananeira, ouve funk, convida os amigos, faz churrasco, muda o nome, faz o que quiser, você comprou e é teu.

Será que é difícil a pessoa perceber que ela não está sozinha no ônibus que nem todo mundo pode gostar da música que ela está ouvindo, e mesmo se gostassem a questão não é essa, o respeito deveria ser o mesmo. Como falta educação, principalmente na hora de saber conviver em um espaço compartilhado com outras pessoas. E em uma cidade de praticamente 20 milhões de habitantes, faz falta, faz muita falta.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Relato Cotidiano – deixe sua opinião

2009 Setembro 28
por dashm2

Tinha algumas idéias prontas as quais faltavam desenvolver melhor aqui com o papel. Mas algo surgiu na urgência do cotidiano. Um fato que está a flor da pele e preciso relatar antes que minha memória me traia e os fatos se percam. Segue o que aconteceu hoje por volta das nove da noite no Jd.Climax – Vila Mariana, linha 4708:

Estava sentando próximo a porta de saída do ônibus, aguardando a saída que já demorava. Quando o motorista entre, um bêbado tenta entrara pelas portas do fundo e fica preso nelas. O motorista abre e ele acaba entrando. Não demora muito ele começa a perturbar alguns passageiros nos bancos mais altos próximos da porta. Até que o ônibus mal havia deixado a estação a cobradora fez um aviso

Cobradora: Você quer ir, vai, mas vai calado, sem perturbar passageiro, tá todo mundo cansado e quer paz na viagem, se não você desce aqui, to te avisando.

Nisto o bêbado se calou por alguns segundos e voltou a murmurar algumas bobagens

Bêbado: Não, você tá certa, mas eu que delegacia eu to, eu, ahhhh, ia pra santo amaro, não você tá certa, . Ah meu jovem ….(e seguiu falando algumas coisas sem nexo)

Então a cobradora cumpriu o prometeu

Cobradora: Você vai descer, abre a porta motorista que ele vai descer, você vai descer
Bêbado : não, não
Cobradora: ele vai descer, abre eu to pedindo
Motorista: Mas aqui no meu da avenida?
Cobradora: eu me responsabilizo, abre
Motorista: ele desce no próximo ponto

Só que entre o ponto final e o primeiro ponto demora um pouco e como chovia o trânsito era intenso. E logo que o motorista tinha acabado de falar. O bêbado apontou para uma passageira e disse

Bêbado: Eu só não mato vocês agora…

Nisso ele foi interrompido por um outro passageiro lá no fundo do ônibus.

Passageiro: Parou cara, parou, na boa você vai sair do ônibus, na boa se vai sair
(Nisso o bêbado começou a segurar nas coisas, e falando vou descer e se segurando)

O passageiro começou a puxar ele até a porta de fundo, pegou pelos braços, e aí gritando “Abre a porta, abre a porta”, o bêbado segurou com toda força no cano próximo a porta. O passageiro começou a socar as costelas dele para ele soltar. Algumas pessoas pedindo calma, até que alguém conseguiu chamar atenção do passageiro e mostrar que o motorista abriu a porta do meio(trata-se deste ônibus adaptados para andar no corredor de ônibus). Está porta dava para calçada central de não para o meio da avenida

O passageiro arrastou o cara até a porta, neste meio não ouvi, mas alguém provavelmente fez algum comentário pois o passageiro gritou:

Passageiro: Tá com pena? (deu mais uns socos no cara) leva pra casa, e colocou o cara pra fora do ônibus

Virou de volta ao seu lugar e gritou de novo

Passageiro: Tá com pena leva pra casa, você vai me desculpar, to desde às 4h30…tá com pena leva pra casa, dá comida. Ah vai se f….

Uma mulher concordou dizendo que ele estava certo murinho comentou: “a gente paga passagem e tem que agüentar isso, e depois o pessoal protege essas pessoas, dá dinheiro e etc..” depois disso um silêncio mortal no ônibus.

——–

Este é o meu relato, apenas os fatos. Tenho minha opinião, até mesmo ainda se formando, pois faz pouco tempo que vivi a situação. Mas quero saber, o que você pensa disso?

Você é feliz?*

2009 Setembro 27
por transitante

Alegria, s.f. – Forte impressão de prazer causada pela posse de um bem real ou imaginário: pular de alegria. / Júbilo, contentamento, gáudio. / Tudo que alegra e contenta.

O que não está óbvio (e nem o pretende estar) nas propagandas:  a vida bela, boa e verdadeira é aquela em que somos felizes. E o que precisamos para isso? Sabemos bem: um bem de consumo que traga bem-estar, um serviço que nos trate como humanos, tecnologia que nos aproxime, algo que nos faça sentir segurança face às incertezas do mundo, realizar nossas necessidades básicas sem sentir vergonha disso, uma carreira de sucesso, tempo para estudar, estrutura para agregar valor e, para os mais sonhadores, planejar coisas que mudem o destino do mundo. Não queremos fama, dinheiro, etc – é lugar-comum que isso é vazio de sentido, queremos estar preenchidos em nossa existência curta.

Não acho que as propagandas estejam erradas, ou que seja truque publicitário o trânsito estar livre e o banco sem filas enquanto vou ao banheiro no intervalo do filme na televisão; não é incorrer em erro pensar que essa vida seria boa, bela e verdadeira. Porém essa vida retratada nos tubos catódicos, cristalinos ou plasmáticos simplesmente não é esta – e é só nisso que mora o problema para mim -, essa retratação é uma idealização tanto ou mais estúpida que a república de Platão.

É isso que recuso, ideais, essencialismos, ideologias como soluções para a vida real. Dê-me respeito e tolerância, dar-te-ei ambos em retribuição, então teremos a vontade de conviver e daí para frente o trânsito mais ameno, o banco mais agradável, nossas necessidades serão virtudes e os serviços serão para facilitar e, quem sabe, dispensáveis (ou não).

Isto é apenas propaganda enganosa.

*a propósito da pergunta-título, que ouço ou leio bastante, percebam que não importa a resposta – ela não nos dá alternativa, só há essa possibilidade; eu desconfio dos caminhos que são únicos. Quero experimentar também a dor, o desgosto, os conflitos, a falta dos analgésicos, o excesso de problemas e a sobrecarga.

Diogo Canhadas

RECESSO

2009 Julho 7
por dashm2

Embora o título sugira isto, não vamos falar das férias escolares. Os nossos nobres parlamentares, sim, eles, vão parar por 15 dias. O quanto antes para evitar toda confusão atual na política. O recesso de meio de ano é para descansarem ir passar tempo com suas famílias. Não sei porque jurava que a posição política (referida até com o titulo de nobreza) era um serviço para sociedade sacrificando os interesses pessoais.

A verdade é que muitos trabalhadores “comuns” (os políticos também não são nada além de comuns), saem quando os filhos nem acordaram e voltam quando já estão dormindo. Muitos que trabalham de domingo a domingo, que dão valor a cada centavo suado, preocupados em poder ajudar seus familiares. Estes sim deveriam ter recesso e receber por isso.

Não vou aqui ser leviano de dizer que todos parlamentares utilizam seu poder para beneficio próprio. Mas vou dizer que eles utilizam para absolutamente nada! Nenhuma real conquista é feita, nenhum movimento para um país melhor. E com tanto a ser discutido, e com tanto para se resolver, não bastasse os 2 meses no final do ano, ainda temos que engolir o recesso de Julho.

Lembro novamente, quem cede esse poder a tão nobres cavalheiros, somos nós.

Ass: Danilo Mendonça Martinho